Às vezes agimos como as saúvas. Não colhemos folhas. Votamos. Fazemos o suprimento da democracia. Ou imaginamos que fazemos…
Ontem elas apareceram em fila dupla. Tantas que nem sei se conseguiria contar.Elas consumiram parte da folhagem do limoeiro que plantei no quintal. Quando elas aparecem e entram sem pedir licença, sei que a chuva está voltando para molhar o chão seco pelo sol do verão. Mais do que o “Clima Tempo” e seus meteorologistas, as saúvas dizem mais, expressam um senso de sobrevivência que não temos.
A presença delas não indica o dia e a hora da chuva, que pode demorar semanas, mas é um prenúncio de mudança de tempo, de temperatura e de sobrevivência.
Às vezes agimos como as saúvas. Não coletamos folhas. Votamos. Fazemos o suprimento da democracia. Ou imaginamos que fazemos...
A colheita é para depois, mas depende das nossas escolhas.
Nossa semelhança com o desfile das saúvas ocorre quando nos dirigimos as secções eleitorais, aos montes, não cortando folhas, mas plantando sementes.
Se o terreno for fértil, vamos colher e em nossa mesa “haverá pão e mel” por 4 anos, mesmo numa situação de crise mundial, com a economia fragmentada e as instituições de Estado atrofiadas.
Podemos romper essas cadeias de opressão e ódio escolhendo o melhor caminho.
Seu voto é uma semente que pode dar bons frutos. Não o desperdice.
Vote no número que se conecta com o divino e espalha a energia que produz luz - tão necessária nestes tempos de escuridão.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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