Os auxílios prometidos pelos candidatos neste segundo turno aos brasileiros em situação de extrema pobreza são necessários, mas não podem ser perenes.
Se rendem votos, também recriam os chamados currais eleitorais, que pareciam sepultados com o fim do coronelismo. Essas “bondades” anunciadas por quem busca reconhecimento na hora do voto, perpetuam a pobreza.
Toda essa desigualdade deve ser atacada de outra forma. Chega de fazer dos menos favorecidos degraus para conquistar o poder ou nele permanecer.
É preciso incentivar os negócios, investir em infraestrutura - que gera empregos; apostar em uma educação de qualidade.
A pobreza não vai acabar, mas a miséria sim. E se a miséria acabar, serão extintos também os políticos oportunistas.
Só promete auxílio sem data para acabar quem não quer trabalhar pelo fim da miséria. Miséria gera voto, miséria coloca parte da população como vassala de governantes sem escrúpulos .
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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