Petistas já não escondem que a composição do Partido dos Trabalhadores com o senador Eduardo Braga (MDB), candidato ao governo do Amazonas, era de conveniência e que não é mais apropriada neste segundo turno.
A declaração do vereador Cícero Custódio da Silva, conhecido como Sassá da Construção, de que não votará em Braga, é apenas a ponta de uma revolta adormecida contra o candidato - uma mágoa que vem de longe, quando Braga, mesmo tendo sido líder de Dilma Rousseff no Senado e Ministro das Minas e Energia, abandonou a Presidente, votando pelo seu impedimento, no que foi considerado um “golpe constitucional” do então presidente licenciado do PMDB e vice presidente da República, Michel Temer. Recentemente, em debate na Globo, Lula chamou Temer de golpista.
No primeiro turno, sem desassombro, candidatos do PT pediram votos para opositores a Braga. Em sua grande maioria não colocaram o nome do senador nos cartazes ou santinhos que distribuíam. Caso, por exemplo, do deputado reeleito Sinésio Campos.
Sassá não se conteve. E foi mais além, afirmando que votará em Wilson Lima. É o primeiro petista a romper o ponto de uma ferida pela qual jorra o pus de uma traição - não de Braga, mas do MDB e do “golpista” - segundo Lula - “Michel Temer”.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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