O gesto político do governador Wilson Lima, no último dia 2 de março, de permanecer no cargo até o fim do mandato, desloca o eixo da sucessão estadual e reorganiza o tabuleiro da disputa política no Amazonas.
Ao optar por permanecer no governo, Wilson introduz uma variável nova no jogo político amazonense.
A mudança altera o cálculo de quem já se movimenta na disputa. O prefeito de Manaus, David Almeida, mantém a disposição de disputar o governo. O vice-governador Tadeu de Souza, por sua vez, reafirma que seguirá ao lado do governador na condução da gestão estadual.
Entre os nomes que permanecem em campo, o que menos alterou sua posição até agora foi o senador Omar Aziz. Experiente no jogo político do estado, ele continua articulando apoios e consolidando alianças com lideranças da capital e do interior, ao mesmo tempo em que amadurece o discurso de candidatura.
Também entra nesse cenário a empresária Maria do Carmo Seffair, que surge como representante do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando que esse segmento do eleitorado também buscará espaço na disputa estadual.
A eleição de 2026 no Amazonas pode acabar sendo definida não apenas por quem estará na urna, mas também por quem conseguirá reunir apoios suficientes — e, eventualmente, o respaldo do próprio governador — quando o calendário eleitoral deixar de ser hipótese e passar a impor escolhas definitivas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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