O dióxido de titânio, proibido pela União Europeia desde 2021, deve continuar presente na alimentação dos brasileiros. Isso porque a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou a discussão sobre o uso do produto no país,
A reavaliação do uso do aditivo pela Anvisa chegou a entrar na agenda e deveria acontecer até o fim de 2023, mas a discussão foi adiada, sem data para retomar.
O aditivo é um pó branco, usado como corante pela indústria de ultraprocessados há décadas. Porém, o produto também tem potencial de alterar o nosso material genético. Segundo estudos, as partículas do aditivo podem induzir quebras nas fitas do DNA, além de danos nos cromossomos.
Outro problema é que o dióxido de titânio pode acumular no organismo. Partículas chegaram a ser encontradas no fígado, baço, rim e tecidos intestinais de cadáveres. Elas podem ainda desregular o sistema imunológico, afetar os testículos e espermatozóides, podendo ainda atravessar a placenta e serem transferidas ao feto.
O uso do aditivo é autorizado pela Anvisa para 37 categorias de alimentos: chicletes, balas, sucos em pó, bebidas não alcoólicas em geral, cereais matinais, margarinas, molhos, queijos, requeijão, sopas, caldos, preparações prontas, produtos de panificação e confeitaria, entre outros.

