BRASÍLIA — Desaparecido do Instagram desde o início de setembro, quando seu irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), foi preso após a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em um apartamento ligado a ele em Salvador, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) quebrou o jejum. Nesta quarta-feira, o parlamentar reproduziu uma matéria de uma site baiano que diz que ele será candidato a reeleição.
No texto, que tem o título "Candidato à reeleição, Lúcio Vieira manda recado para adversários", o deputado exalta sua “força política” e criticou a “falta de caráter” dos que afirmam que ele não será candidato. O deputado não mencionou a investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), pela suposta ligação com os R$ 51 milhões. Lúcio tem poucos mais de 10 mil seguidores na rede social.
— Esses mesmos que tentam plantar notas escondidos (de que Lúcio Vieira Lima não será candidato) no anonimato, são os mesmos que quando me encontram se dizem impressionados com a minha força política. São os mesmos. Só demonstra falta de caráter — disse.
A última publicação de Lúcio Vieira Lima no Instagram havia sido em 6 de setembro, um dia após o “bunker” do seu irmão ter sido encontrado pela Polícia Federal (PF), e dois dias antesd de Geddel ser preso.
Em outubro, o próprio deputado federal foi alvo de buscas da PF, que apurava a ligação Lúcio com os R$ 51 milhões. Além de fazer apreensões no gabinete dele na Câmara dos Deputados e em seu apartamento funcional em Brasília, a PF realizou buscas na residência do político em Salvador.
Na mesma operação, foi preso o então assessor parlamentar do gabinete de Lúcio, Job Ribeiro Brandão, que hoje tenta um acordo de delação premiada. Job relatou que apesar de ser contratado como funcionário do gabinete devolvia cerca de 80% do seu salário para a família Vieira Lima.
No relatório final da PF sobre o caso, o delegado Marlon Cajado sugeriu que Lúcio, Geddel e a mãe deles, Marluce, que ajudou a esconder o dinheiro e destruir provas que incriminavam os filhos, sejam indiciados por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

