O país entra na fase em que o calendário eleitoral começa a orientar o debate político. É o período em que disputas se intensificam, denúncias aparecem com mais frequência e o ambiente público se torna naturalmente mais tenso.
Nesse momento, a atenção da sociedade se volta também para as instituições responsáveis por garantir que o processo eleitoral ocorra dentro das regras da Constituição.
O Tribunal Superior Eleitoral conduz a organização das eleições. Mas diversas controvérsias acabam chegando ao Supremo Tribunal Federal.
Inelegibilidades, propaganda eleitoral, financiamento de campanhas e debates sobre liberdade de expressão são temas que frequentemente terminam sob análise da Corte.
Esse papel ganha ainda mais peso quando a própria Corte passa a ser objeto de debate público. O caso envolvendo o Banco Master trouxe o Supremo para o centro das discussões.
A condução inicial do processo pelo ministro Dias Toffoli, o sigilo imposto às investigações e a posterior mudança de relatoria para o ministro André Mendonça ampliaram a repercussão do episódio. A discussão ultrapassou o campo legal e acabou alcançando também o nome do ministro Alexandre de Moraes no ambiente das discussões públicas.
Mais do que os detalhes técnicos do processo, o que passa a importar é a percepção da sociedade.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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