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Manuela D'Ávila oficializa pré-candidatura à presidência

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BRASÍLIA — A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) esteve na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, para anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2018. Essa é a segunda vez na história do PCdoB que o partido disputa uma eleição com candidato próprio. Retomada do crescimento, retomada da indústria, valorização do trabalho e dos direitos sociais são algumas das defesas pleiteadas pela parlamentar. Além disso, Manuela destacou a criação de uma frente ampla popular para realizar debates junto à população, partidos aliados e membros de setores importantes para criar alternativas à retomada da economia do país.

Questionada sobre um possível desentendimento entre PT e PCdoB diante de sua candidatura, Manuela D'Ávila foi enfática ao ressaltar a "relação fraterna" que existe entre as siglas. O PCdoB foi um aliado importante do PT nos últimos pleitos e uma candidatura própria pode dividir os votos que antes eram contabilizados pelo Partido dos Trabalhadores.

— Não trata-se de ruptura com o PT, com quem temos uma relação fraterna, trata-se de uma candidatura para apresentar as nossas propostas para o povo brasileiro — minimizou a candidata à Presidência.

Para a deputada, sua candidatura não inviabiliza a apresentação do ex-presidente Lula como o nome à disputa pelo PT. Manuela destacou, inclusive, que a não participação de Lula na corrida eleitoral de 2018 "agravará ainda mais a crise institucional" vivida no país.

— A eventual ausência do presidente Lula no cenário eleitoral agravará ainda mais a crise institucional que o Brasil vive. Acho natural um partido político com 95 anos, depois de uma ruptura democrática e do golpe que vivemos no ano passado, querer apresentar suas alternativas para sair da crise.

Manuela disse que o lançamento de seu nome foi discutido durante cerca de um ano, e rejeitou a hipótese de ser vice em uma chapa encabeçada pelo PT:

— O PCdoB avalia que é um novo ciclo depois do golpe, da ruptura do ano passado (impeachment da presidente Dilma Rousseff). Neste momento, o PCdoB está construindo a sua candidatura e ninguém está para ser vice — respondeu Manuela, sobre ser vice do PT.

Manuela D'Ávila também respondeu a questionamentos sobre a possibilidade de disputar o cargo com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ela destacou que "o contraponto ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro".

— Na minha opinião, a candidatura do Bolsonaro não aponta soluções para a crise. Pelo contrário, ela agrava os problemas que o Brasil vive. Por isso, tenho a avaliação que a antítese ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro. Certamente não será o ódio e a desconstrução das instituições que pautarão nosso processo eleitoral — enfatizou a deputada estadual, acrescentando: — Estou preparada. Bolsonaro é um candidato, mas ele não é o centro da minha preocupação - destacou.

Para a ex-deputada federal, hoje deputada estadual no Rio Grande do Sul, há um crescimento do cenário conservador no Brasil e no mundo.

— É global: essa saída de diminuição do Estado, dos diretos sociais e dos direitos individuais é quase uma receita da ultra direita no mundo. E o Bolsonaro representa uma receita de bolo e, por isso, não tem como dar certo, porque fórmulas para os países — disse Manuela.

Militante desde os 16 anos, Manuela D'Ávila se formou em jornalismo e, hoje, faz mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aos 23 anos, a nova candidata à Presidência foi eleita vereadora. Durante o mandato, se tornou líder do partido na Câmara de Vereadores do Rio Grande do Sul. Quando completou 25 anos, Manuela se elegeu como deputada federal. A parlamentar já concorreu duas vezes à Prefeitura de Porto Alegre. Hoje, com 36 anos, Manuela D'Ávila é deputada estadual.

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